quinta-feira, 28 de março de 2013

Seminários do Grupo de Estudos em Imaginário, Representação e Ideologias Políticas -Unipam




Programação do 1º Semestre de 2013


06 de abril - O processo de (des/en) cobrimento da psique enquanto imaginação radical: Castoriadis em diálogo com Freud
Ms. Thiago Lemos Silva (mestre em História pela UFU, membro do Coletivo Mundo Ácrata e professor de educação básica na rede particular e pública de ensino)
Texto de apoio: CASTORIADIS,Cornelius. A instituição social-histórica: o indivíduo e a coisa. In: A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

13 de abril- Ontologia, ética e política em Alain Badiou
Ms. Ataualpa Sampaio Maciel (mestre em Psicologia pela UFMG, Conselheiro do CRP-MG e professor do Curso de Psicologia da FPM)
Texto de Apoio: CAMAROTTI, Lucas . Verdades sem significado: ontologia, ética e política em Alain Badiou. Cadernos de Ética e Filosofia Política (USP), v. 19, p. 77-104, 2011.

18 de maio- Ideologia da objetividade: a realidade como substrato do real.
Bruno Castro e Victor Pereira (graduandos em Psicologia pelo Unipam)
Texto de apoio: ROSSI, C. A realidade da realidade. In. SAGAWA, R, Y (Organizador). A Teoria dos Campos na Psicanálise. São Paulo: Hepsyché, 1999. Cap. 2, p.13-35.


15 de junho- A educação no imaginário social contemporâneo
Vinicius de Oliveira Caixeta ( graduando em Psicologia pelo Unipam)
Texto de apoio: FERREIRA, Nilda. T.; EIZIRIK, Mariza. . Educação e Imaginário Social: Revendo A Escola. EM ABERTO, v. 61, p. 5-14, 1994.


Os seminários ocorrerão na sala 112, às 14:00 horas., sempre aos sábados, no Bloco D (antigo prédio da FACISA), do Unipam.


Os textos encontram-se disponíveis para reprodução na xerocadora “RISC E RABISC”, na pasta do nosso grupo.


O grupo se reúne para debater de forma coletiva, com base em uma bibliografia previamente apontada, alguns aspectos relacionados aos temas: imaginário, representação e ideologias políticas, a partir de autores clássicos e contemporâneos, oriundos de diferentes matizes e matrizes: filosofia, história, psicologia, entre outras áreas das humanidades.


Aos que se interessarem por certificados, as inscrições deverão ser feitas no site do UNIEVENTOS http://alunos.unipam.edu.br/Inscricao/EventoVersao/Index?ReturnUrl=%2finscricao

sábado, 23 de março de 2013

Liberdade e Autonomia: dificuldades emocionais em sua construção educacional





Fabrício Pinto Monteiro

Especialização em Psicopedagogia em Contextos Educacionais

Faculdade Católica de Uberlândia

2006

RESUMO: Esta monografia possui como objetivo a discussão sobre algumas dificuldades emocionais possíveis de se fazerem presentes ante a proposta de uma educação que vise a construção da autonomia individual. Através de uma discussão de caráter teórico-bibliográfico, embasada, sobretudo, pela vertente teórica psicanalítica, é realizada uma reflexão inicial acerca dos significados sócio-históricos da autonomia, para, posteriormente, destacar-se algumas das dificuldades emocionais mais corriqueiras na educação para a autonomia hoje. O medo, insegurança e angústia são alguns dos sentimentos discutidos, juntamente com as necessidades do fortalecimento do eu subjetivo e da construção da auto-limitação individual das paixões. Alguns dos principais autores utilizados nesta esta pesquisa são os psicanalistas Cornelius Castoriadis, Eric Fromm e Sigmund Freud, além do filósofo Max Stirner. Algumas conclusões envolvem a complexidade e fragilidade da possibilidade da construção da autonomia se observados os aspectos emocionais. O equilíbrio dinâmico entre a auto-limitação das paixões e o fortalecimento do eu subjetivo para a edificação de um ser capaz de fazer suas próprias leis é um dos maiores desafios para a construção desta autonomia individual.

Palavras-chave: autonomia, liberdade individual, construção educacional.             

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Artes Marciais e Pedagogia Libertária



Ao longo desse tempo com o Mundo Ácrata (e antes, sozinho) venho tentando testar práticas da educação anarquista nas escolas em que trabalho. Muitas atividades deram certo, tendo uma boa participação e compreensão dos alunos, de alguns colegas e pais, outras nem tanto, como é de se esperar, causando estranhamento e alguns conflitos internos na escola.
   O problema é que de um tempo para cá (nos últimos dois anos, mais ou menos) a coisa vem estado cada vez mais difícil; estranha até. Onde antes eu conseguia criar um diálogo com os alunos e construir propostas em conjunto, está surgindo cada vez mais um problema de indisciplina que posso chamar de “bruta”, meio “animalesca”. Sei muito bem diferenciar a indisciplina como revolta dos alunos (revolta contra a escola, o professor, a sociedade em geral) e não é disso que estou falando. Cada vez mais vejo alunos que tentam sinceramente participar, construir a aula, mas que – alguns me dizem isso com todas as palavras! – eles mesmos não conseguem se controlar! É como se uma agitação interna, um grito incontrolável estivesse a todo tempo surgindo de seu interior, mesmo que racionalmente eles saibam que isso não é construtivo para eles. Mesmo atividades reconhecidas por eles como agradáveis (como os filmes, músicas, jogos etc.) são agora minadas por um número crescentes de colegas (muitos) que simplesmente não conseguem se concentrar ou não conhecem outros recursos de lidar com situações de conflito a não ser utilizando-se da violência (simbólica, verbal e física). E vocês sabem como isso é contaminante para os jovens.
   Isso não é algo que se resolve apenas com “esclarecimento”! Com puro diálogo (que já são, a priori, dolorosos de se estabelecer). Há algo anterior aí, algo mais visceral, animal, corpóreo. Algo mais ligado com uma relação consigo mesmo, que obviamente é construída com ajuda dos outros, mas que para esses alunos não foi elaborado de forma minimamente segura desde a primeira infância (problemas com os pais, ou falta deles; muita violência doméstica; muita violência social; muita falta de oportunidade para experimentar a concentração, a reflexão e a leitura – que basicamente é um voltar-se para si).
   Daí, como não sou psicólogo – e também não acho que somente a psicologia dá conta do recado – venho tentando pensar em um instrumento (entre inúmeros outros) que possa ajudar na construção dessa relação positiva consigo mesmo, e forçosamente, com isso, com os outros. Algo que parta desse visceral, do corpo e da mente bruta: veio-me a possibilidade do uso da arte marcial.
   Com amigos da área, criamos o Grupo de Estudos do Caminho Marcial Chinês (que na realidade não se restringe ao chinês, mas é de onde partimos pela nossa experiência). Vamos iniciar a experiência em uma academia aqui em Uberlândia antes de tentarmos partir para um público mais amplo, por exemplo, com escolas. Faremos aulas de kung fu juntamente com debates e discussões (abertos a todos, inclusive não-alunos da academia) sobre a filosofia, a ética, a história e a cultura marcial. Vocês vão perceber que a linguagem utilizada é bem diferente do que usamos nos textos e aulas da faculdade e escolas regulares ao falar, por exemplo, do anarquismo. A pedagogia aqui é diferente, mas o ideal da construção da autonomia  é o mesmo.
   Neste exato momento nosso desafio é abrir o diálogo com outros praticantes da cidade, propor união e apoio mútuo. Obviamente esse está sendo um trabalho bem difícil quando a maioria vê o “crescimento” da arte marcial apenas através da realização de campeonatos e eventos grandiosos que possam atrair a maior quantidade de alunos possível. Não como um Caminho (Tao), como conduta de vida.
   Acompanhem nossas atividades e esforços por nosso blog. É onde também estamos colocando os resultados de nossas pesquisas (temos uma pesquisa própria nesse momento). Principalmente: por favor, divulguem-no o máximo possível o blog e se aparecerem pessoas interessadas nas atividades (aulas de kung fu e/ou debates e pesquisa) estimulem a entrar em contato conosco!

Fabrício Pinto Monteiro é membro do Coletivo Mundo Ácrata, professor da educação básica da rede municipal de Uberlândia, doutorando em História na UFU e autor do livro  O niilismo social: anarquistas e terroristas no século XIX  ( Annablume,  2010)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

3ª FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO


A Biblioteca Terra Livre e o Ativismo ABC organizam a 3ª Feira Anarquista de São Paulo, dando continuidade as feiras anarquistas que vem ocorrendo em várias cidades do mundo.

Acontecerá, como na 2ª Feira Anarquista de São Paulo, uma mostra editorial e venda de livros, jornais, revistas, fanzines e outros materiais libertários. A Feira de São Paulo pretende reunir aseditoras libertárias do país e do exterior.

Paralelamente à mostra editorial haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exposições, poesias, apresentações teatrais, musicais e outras atividades.

Todos estão convidados!

Data: Domingo – 04 de novembro de 2012

Horário: das 10h às 20h

Local: Auditório Paulinho Nogueira no Parque da Água Branca
Próximo ao metro Barra Funda.

Entrada Gratuita.


Programação: Palestras – Local: Auditório Paulinho Nogueira


11h – Anarquismo na Argentina Hoje (Federação Libertária Argentina / Argentina)


14h – Movimento Anarquista no Chile: história e atualidade (Grupo de Estudios José Domingo Gómez Rojas / Chile)


16h – Lançamento de Livros:


- Pela Educação e Pelo Trabalho e outros escritos – Adelino de Pinho (Biblioteca Terra Livre)

- Geografía social austral: La dinámica del anarquismo en Patagonia y Tierra del Fuego – Maximiliano Astroza-León (Biblioteca Terra Livre / Editorial Eleutério)

- Revista Erosión Nº. 1 (Grupo de Estudios José Domingo Gómez Rojas – Chile)


16h30 – 100 anos da Escola Moderna de São Paulo (Biblioteca Terra Livre)


18h – A Experiência de Organização da Federação Anarquista Francófona (Federation Anarchiste / França)


Debates Livres – Ponto de encontro: Saguão do Auditório Paulinho Nogueira


10h30 – Editoras Anarquistas


15h – Anarquismo e Feminismo


Oficinas


12h – Oficina de Stencil com Coletivo Artficina


Apresentações Artísticas – Local: Coreto


10h – Leitura Dramática: Os Parasitas (Neno Vasco) com participação do Coral Filhos do Povo


14h – Sarau: Sangue, Suor e Poesia Libertária


17h – Show: Tuna (acústico)


Exposições


Cartazes da III Feira Anarquista de São Paulo


Manifestações Estudantis no Chile (FotoArteRevolución/Chile)


Varal de Artistas Libertários


***


Rifa


Durante a Feira será vendida a rifa de um cartaz da CNT por R$2,00 e o vencedor será anunciado as 18h.


Comida


Ao longo do dia haverá comidas e bebidas à venda. (Ativismo ABC)


Dádiva


Um um espaço da dádiva e material anticonsumo (Fenikso Nigra e Barricada Libertária).

domingo, 26 de agosto de 2012

EXISTE POLÍTICA ALÉM DO VOTO!



Já percebeu que votar não resolve os verdadeiros problemas da população? Vem governo, vai governo e a situação permanece igual. Nas eleições, os políticos prometem soluções para todos problemas e pedem nossos votos, mas quando são eleitos esquecem daqueles que o elegeram.
Quantas decisões são tomadas sem a nossa opinião? Mudam as leis, constroem usinas e estádios de futebol, aumentam a passagem do transporte público, gastam milhões com seus salários… Mas nada de mais hospitais, escolas e creches. Não fazem nada em relação às enchentes. A polícia continua oprimindo o povo todos os dias.
Os governantes dizem que são ações para o nosso “bem” e que é o “melhor para a gente”. Mas como podem saber o que queremos se não nos consultam?
Eles não querem saber o que precisamos, queremos e desejamos.
Isso tudo não é novidade para maioria de nós. Enxergar que as coisas não vão bem já é um começo, mas não basta. Devemos ir além! Temos que tomar de volta nossas vidas em nossas próprias mãos!!!
Ninguém mais aguenta essa política que nos impõem. A democracia representativa, esse sistema baseado nas eleições de políticos para cargos de governo, é o que mantém as coisas como estão. O poder está concentrado nas mãos de uma minoria que governa em favor dos ricos e poderosos, ignorando as necessidades e os desejos do povo.
O crescimento econômico é uma farsa, pois somente os grandes empresários se beneficiam com ele. O povo, como sempre, recebe só as migalhas que caem dos bolsos cheios dos donos do capital que são favorecidos por aqueles que detém o poder. E nesse sistema capitalista sempre quando alguém ganha, muitos outros perdem…
É por isso que nos colocamos contra esse sistema político-econômico. Não aceitaremos mais que os políticos decidam por nós! Vamos nos organizar e construir novas formas de viver em sociedade.
Existe política além do voto! Votar de quatro em quatro anos não é fazer política. Existe um outro mundo a ser descoberto. Ele não está tão distante quanto imaginamos. Para vê-lo, basta apenas pararmos de aceitar o que nos impõem e passar a agir para alcançar um horizonte que está além do que estamos acostumados a enxergar.
Para isso propomos fazer política todos os dias, coletivamente, e que as decisões e ações partam de cada um e de todos. Uma política construída diretamente pelas pessoas. Que elas mesmas tenham a possibilidade concreta de defender seus interesses e decidirem sobre o rumo das suas vidas, associando-se com outras pessoas que tenham interesses e vontades em comum. Que as decisões sejam tomadas com todos os indivíduos em pé de igualdade, sem nenhum indivíduo com mais poder do que outro, baseados em uma relação de cooperação e solidariedade.
Propomos, ao invés da democracia representativa e das eleições, uma democracia direta em que as pessoas se organizem para decidir sobre os assuntos nos quais estejam envolvidas, seja no seu bairro, na sua escola, no seu local de trabalho, enfim, em qualquer espaço de convivência. Queremos uma política que seja feita no dia-a-dia, que esteja integrada às nossas vidas. Que não tenhamos mais que escolher um governante. Uma política na qual não precisemos mais votar e nem eleger ninguém! Que sejamos nós mesmos a decidir e agir na organização da sociedade.
Essa proposta política é praticada em diversas partes do mundo e por muitos grupos diferentes. Trabalhadores se reúnem para produzir bens ou prestar serviços sem necessidade de um patrão, em sistema de autogestão. Diferentes grupos de pessoas se organizam em associações de bairros, mantém centros culturais, participam de movimentos sociais, culturais e políticos, assim como de manifestações, protestos, ocupações e ações para denunciar as injustiças cometidas pelo Estado e pelos capitalistas. São pessoas que pela ação direta, sem representantes e sem chefes, decidem e atuam na política e na economia de nossa sociedade. Esses grupos se comunicam e se coordenam, combinando ações, criando laços de apoio e ações conjuntas, mas cada um com sua autonomia, organizando-se sem hierarquias e sem um grupo dirigente ou governante, associando-se num sistema que chamamos de federalismo.
Acreditamos que só assim construiremos uma sociedade livre, justa e igualitária.
Façamos nós mesmos a nossa história! Existe política além do voto!
http://www.alemdovoto.org/